Luan Cavalcante

  • A Libra de Ouro O nome da cidade era Nébula Azul. Era uma cidadezinha de cais, cercada pelas águas profundas da Baía dos Vagantes. Ali, as embarcações chegavam carregadas de especiarias, tecidos, pedras e objetos de procedência duvidosa. Havia quem… Continue reading

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  • Deméter e a chuva

    Na região mais alta da terra, no topo de uma colina, a árvore Deméter tinha o costume de guardar água da chuva. Deméter tinha raízes profundas e elas alcançavam pequenas cavidades entre as pedras, onde a água permanecia mesmo depois… Continue reading

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  • Um espaço para a escrita e para o que construo em Customer Success

    Meu trabalho em Customer Success e minha escrita passam a compartilhar o mesmo espaço. Conheça os assuntos desta nova etapa do blog. Continue reading

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  • O canto das sereias

    Eu assisti a Odisseia duas vezes. Nunca li a epopeia e, talvez por isso, o impacto tenha sido tão forte em mim. Teve uma parte do filme que me transpassou a alma: a resposta de Odisseu quando um dos tripulantes… Continue reading

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  • A árvore que colhia antes do vento

    Existe uma árvore muito antiga sobre a qual quase ninguém fala. Não porque fosse rara. Mas porque seus frutos obedeciam a uma regra diferente das demais árvores. Eles jamais deveriam ser colhidos pelas mãos. Precisavam esperar o vento. Os antigos… Continue reading

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  • As flores dormem, mas estão vivas

    Dizem que existe um vale escondido entre montanhas tão antigas que nem o vento se lembra de seus nomes. Quem passa por ali pela primeira vez acredita que tudo morreu. As flores permanecem fechadas. Os riachos correm em silêncio. Até… Continue reading

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  • O faroleiro

    Havia um faroleiro conhecido por nunca permitir que a luz falhasse. Todas as noites, antes do pôr do sol, ele percorria a escada em espiral, limpava cada vidro, verificava o óleo e ajustava o pavio com uma precisão quase exagerada.… Continue reading

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  • De volta ao jardim

    Existe uma história antiga sobre um jardim onde nunca havia muros altos. Não porque fosse impossível invadi-lo. Mas porque seus moradores acreditavam que as coisas mais bonitas da vida nunca permanecem por medo. Na entrada existia um pequeno portão de… Continue reading

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  • Jardim do Éden

    Faz tempo que eu não escrevo aqui. Acho que porque, depois de tanto tempo vivendo em turbulência constante, a calmaria acabou chegando — e, com ela, um certo silêncio também. Mas hoje estou viajando a trabalho e, como sempre acontece… Continue reading

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  • O som do silêncio

    Vinte e três horas e vinte minutos.Acabei de chegar em casa e me ocorreu que, às vezes, a gente pensa porque quer; às vezes, porque é forçado. Platão, no Teeteto, discute algo muito interessante: pensar seria, de certo modo, um… Continue reading

    O som do silêncio