Orgulho é uma daquelas palavras que não cabem em uma única definição e que mudam de sentido conforme o contexto, o tom e a intenção. Ele pode ser visto como satisfação pessoal, como expressão de dignidade ou de amor-identificação, como identidade coletiva, mas também como vaidade, soberba, defesa ou autossuficiência ilusória.
Já naveguei por todas essas facetas e, sendo bastante vulnerável com você, pessoa leitora, não raro eu pratico o orgulho como atitude de preservação da própria autonomia e imagem, a ponto de recusar ajuda, mesmo quando ela é necessária e faz bem.
Mas aqui é importante ser muito franco e fazer o exercício de entender que se trata de um tipo de orgulho ligado à autoimagem, não à dignidade. Ele nasce do medo de parecer fraco, de depender de alguém, de admitir limites ou de dever algo a alguém.
Ele faz, às vezes, o papel de um mecanismo de defesa: eu prefiro tentar suportar alguns pesos o máximo que eu puder a me expor à vulnerabilidade que um pedido de ajuda exige.
E, já que estou falando sobre verdades duras, mais uma: esse orgulho não é força, mas rigidez. Ele até pode proteger a identidade, mas muitas vezes isola, impede vínculos genuínos e atrasa soluções.
E por que me inflijo a tal exposição? Porque você pode passar pelo mesmo e não ter essa consciência. E a gente sabe, não é? Consciência é o primeiro passo para a resolução de qualquer situação que seja.
Essa vida é muito curta. E é por amar a vida que eu me disponho a aprender. Aprendo com cada experiência, sobretudo com as mais dolorosas. E isso é um fato cru, não a romantização de um sofrimento.
Esteja aberto aos apoios que aparecem, pois não é fácil encontrá-los de maneira genuína.

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