Neste exato momento, são meia-noite e cinquenta e três minutos do dia quatro de janeiro de dois mil e vinte e seis. E sabe por que eu escrevi tudo por extenso? Porque foi neste momento que eu senti o “estalo” de perceber que já havíamos passado pelo ano-novo e já estamos, de fato, no ano novo.
Sabe aquela sensação quase inexplicável de quando a ficha cai, você sente o estalo, tlec, disparar alguma sensação diferente em seu coração? Foi exatamente essa sensação que tive três minutos atrás. Foi o momento em que imediatamente comecei a escrever este devaneio aleatório de uma madrugada fresca (23º), num sábado silencioso e isolado no meu apartamento, junto à minha varanda, enquanto se escuta timidamente o farfalhar das folhas que há em frente.
E essa sensação estranha fez-me questionar o porquê de o meu cérebro só ter tomado consciência plena disso três dias depois. Não sei se consigo me explicar, mas tenho a impressão de que os últimos dias foram tão intensos e movimentados que só agora consegui entender que, de fato, estamos em dois mil e vinte e seis.
Na virada, eu assisti aos fogos, estive perto de quem amo e até fiz uma oração. Mas só agora entendi: o ano novo chegou.
O texto foi escrito no horário que comentei com você no início desta bagunça textual, mas só será publicado depois. E aqui vale uma correção: madrugada fresca, num domingo silencioso.


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