Diferentemente das outras pessoas que faziam parte do meu convívio no Ensino Regular, eu não comecei a minha graduação logo após a conclusão do ensino médio.
Fui criado de forma muito liberal, e eu tomei minhas próprias decisões desde muito cedo, e isso começou com a separação dos meus pais, lá em 2009. E, embora eu trabalhasse desde muito jovem, eu não havia me interessado por fazer uma graduação: meu trabalho e minha rotina faziam sentido para mim naquele momento.
Eu gosto de ser realista. Não estava cursando uma faculdade porque não fazia sentido para mim, embora, às vezes, eu tivesse um certo peso na consciência por causa disso.
Quando morava em Manaus, eu não tinha uma consciência de mundo tão bem formada quanto eu considero que tenho hoje: era muito ingênuo, não tinha metas de médio e longo prazo e estava como que dentro de uma bolha. Isto é um fato, e não um comentário depreciativo.
Correu o tempo, e mudei-me para Ribeirão Preto. Aqui tudo mudou. Eu passei a ter outra perspectiva de mundo e tomei consciência de muitos fatos que até então desconhecia ou até mesmo ignorava. Foi aí que urgiu a necessidade de fazer uma graduação. Esta, por sua vez, foi completamente motivada pelo desejo de possuir um emprego mais interessante para a minha nova realidade, e aqui eu não vou romantizar: não gostei nadinha do curso de Processos Gerenciais, mas fui até o final para garantir meu diploma de nível superior e conseguir o tal emprego.
Hoje, muitos anos depois, estou na minha segunda graduação. E o que mudou de lá pra cá? Desta vez, a minha escolha foi baseada numa vontade pessoal, em algo que eu realmente gostaria de fazer. Atualmente, sou estudante de Letras – Língua Portuguesa, e espero conseguir ajudar muitas pessoas com isso.
É uma área aquém da minha área de atuação atual — que, por sinal, eu gosto muito e não pretendo mudar. Mas estudar nunca é demais, não é?


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